Carnaval de Paraty

Blocos de rua são destaques no carnaval paratiense.

Famoso no mundo inteiro, o Carnaval Paratiense atrai um público bastante animado todos os anos. São foliões de várias regiões do Brasil e do exterior que buscam na pequena cidade histórica muita animação durante os quatro dias de evento.

Como de costume, os tradicionais blocos de rua se apresentam no Centro Histórico e na Avenida Roberto Silveira. Além deles, o carnaval de Paraty tem a participação do Bloco da Lama, Rei Momo, Banda Santa Cecília, os mascarados e outros.

Os blocos carnavalescos da cidade sempre investem em novidades que são apresentadas ao público durante os dias de folia. Isso, entretanto, atrai cada vez mais pessoas para a cidade durante a festa popular.  No sábado à tarde, o Bloco da Lama desfila na Praia da Jabaquara, leia mais acessando os links.

 

Programação do Carnaval 2013: Aguardando informações da Secretaria de Turismo

CONHEÇA OS BLOCOS PARTICIPANTES

Blocos de fantasia

Assombrosos do Morro

O Bloco Assombrosos do Morro tem esse nome porque é formado por moradores do morro onde fica o cemitério de Paraty. É formado por grandes bonecos coloridos, representando monstros, alienígenas, fantasmas e outras figuras assustadoras. Foi fundado em 1978 como bloco de mascarados, uma das tradições mais antigas do Carnaval de Paraty e chegou ao formato de hoje sob a direção artística de Jubileu, um dos mais conhecidos artesãos em papel machê da cidade. Leva cerca de 20 pessoas, de 10 a 50 anos, a maioria homens. É acompanhado pela Banda Sta.Cecília.

 

Bloco das Piranhas

Os integrantes adotaram esse nome porque se vestem com roupas femininas, emprestadas da namorada ou das mulheres da família. Fundado em 2003, no Centro Histórico, é um bloco só de homens, com cerca de 80 componentes, entre 10 e 50 anos de idade. Leva adereços improvisados e, como alegoria, um grande pênis de papel machê. O som vem de uma bicicleta com alto-falantes.

Bloco Caras de Pau

Um dos blocos mais tradicionais da cidade, nasceu em 1988, no Centro Histórico, fundado por um grupo de amigos do artista plástico paratiense Lúcio Cruz e de sua família, que se reunia na época do Carnaval para fazer máscaras de papel machê. Os integrantes saem com uma máscara de pênis, com a bolsa escrotal e um preservativo dependurado na ponta. Ou saem a caráter, com chapéu desfiado de caiçara, paletó, gravata e galocha de chuva. Formado só por homens, leva cerca de 20 integrantes entre 20 e 40 anos. Como adereços, leva placas aconselhando o sexo seguro e distribui camisinhas, em convênio com a Secretaria da Saúde. O som é da Banda Santa Cecília.

 

Bloco da Lama

O maior, um dos mais originais e um dos mais conhecidos do Carnaval de Paraty, nasceu em 1986, fundado por amigos que se banhavam na lama da praia do Jabaquara, dita medicinal e saíam pela cidade, enfeitados com a vegetação do mangue e ao som de um grito primal, para evocar, segundo eles, uma tribo da pré-história. Hoje, chega a levar mais de 2 mil pessoas e se considera mais uma performance teatral do que, propriamente, um bloco carnavalesco. Não cobra nada pela fantasia, que tem que ser original e feita de produtos naturais, com nada sintético ou de plástico. Faz a concentração num cenário tribal, enfeitado com manequins e bambus e ao som de um trio elétrico. Além de adereços ditos tribais, leva um andor, uma caveira de boi e uma tartaruga gigante. Sai ao som de animais e de gritos selvagens e volta ao ponto de concentração para dançar com uma banda. Fotos e mais dados sobre esse bloco estão em www.blocodalama.com.br.

 

Bloco Peroba Rosada

Foi fundado em 1996, na Ilha das Cobras, inspirado num conhecido do grupo, que cortejava as turistas durante o Carnaval, prometendo a elas uma peroba rosada.  Até hoje, o bloco não tem lugar certo para se concentrar: pode se qualquer lugar da cidade, porque, segundo os integrantes, organização demais estraga. Hoje, eles são cerca de 50, entre 20 e 50 anos de idade, com homens vestidos de mulher e mulheres vestidas de homem. Como alegoria, carregam um enorme pênis rosado, de papel machê, que serpenteia pelas ruas ao som de uma bicicleta com alto-falantes.

 

Banda Sta. Cecília

Fundada em 1954, a partir da antiga banda Lira da Juventude, adotou o nome da santa padroeira dos músicos. Tem cerca de 18 integrantes, a maioria homens, entre 23 e 70 anos de idade. Com um repertório variadíssimo, entre dobrados, hinos e peças clássicas, é o grupo musical mais tradicional da cidade e marca presença constante nos eventos oficiais, turísticos e religiosos de Paraty.

 

Blocos de bateria

Bloco do Funil

Fundado em 2008, na Patitiba, esse bloco se chama assim porque surgiu de um grupo de amigos que se reunia para beber durante o Carnaval. Tomou forma no Pontal e, hoje, leva cerca de 100 pessoas entre 16 e 60 anos, a maioria homens. A bateria é a do Bloco Meninos do Pontal.

 

Bloco da Mangueira

Bloco fundado em 2004, na Mangueira, por amigos do bairro que se reuniam para o Carnaval. Hoje, carrega cerca de 200 pessoas entre 20 e 40 anos.

 

Bloco Vamos que Tô

É o bloco mais antigo da cidade, fundado em 1980 no Centro Histórico, por amigos que se reuniam durante o Carnaval. Hoje, carrega cerca de 200 pessoas, de 5 a 50 anos de idade, a maioria homens. .

 

Bloco da Patitiba

Foi fundado na Patitiba, em 2000, por amigos que se reuniam no Carnaval. Leva cerca de 40 pessoas, de 5 a 50 anos de idade, a maioria homens.

 

Bloco Paraty do Amanhã

Fundado em 1994 no Pontal, começou com crianças de 12-13 anos de idade. Hoje, já tem uma velha guarda, que cuida mais da parte administrativa e a faixa etária está entre 8 e 40 anos. É um bloco dedicado a projetos sociais, que envolvem crianças carentes, como um grupo de percussão, um torneio de futebol e um coral. Leva cerca de 100 integrantes, entre 8 e 40 anos de idade, a maioria crianças e adolescentes.

 

Bloco Tribo do Samba

Fundado em 2003 na Chácara da Saudade, a Tribo do Samba se desmembrou do Bloco Paraty do Amanhã. Reúne 50 pessoas entre 8 e 50 anos de idade, a maioria homens.

 

Bloco Meninos do Pontal

Fundado no Pontal, em 1995, é formado por moradores locais, através da associação do bairro. Leva 45 pessoas entre 8 e 30 anos de idade, a maioria homens, crianças e adolescentes. O bloco é sustentado pela comunidade, com o objetivo de tirar crianças da rua e mantém um grupo de percussão que se apresenta em shows e eventos.

 

Bloco Os Paulos

Os Paulos são o segundo bloco mais antigo de Paraty, fundado em 1987, no Centro Histórico. O grupo formava um time de futebol, no colégio e se transformou em bloco para animar um pouco mais o carnaval da cidade, porque só havia outro bloco, o Vamos que Tô, que parava muito cedo.  Segundo os integrantes, o nome surgiu de uma brincadeira entre amigos, difícil de explicar para quem é de fora. Hoje, carrega cerca de 40 pessoas, entre 17 e 60 anos de idade, a maioria homens.

 

Bloco Pantera 100% Cor-de-Rosa

Este bloco foi fundado em 2001, na Chácara da Saudade e o nome é referência ao prefeito gay José Cláudio Araújo, cuja administração teve como lema Paraty 100%. Hoje, tem cerca de 200 integrantes entre 14 e 47 anos, a maioria jovens e mulheres, porque, segundo os componentes, elas são mais chegadas na cor-de-rosa..