Paraty Cunha sempre interditada.

Este video foi produzido para a última Audiência Pública realizada no dia 29 de abril de 2011. A Audiência foi organizada por uma comissão formada por instituições da sociedade civil e poderes executivo e legislativo municipal de Paraty. O objetivo era retomar as ações que envolvem o licenciamento das obras de recuperação da Rodovia RJ 165, Paraty-Cunha, cobrando posicionamento das autoridades quanto à inclusão da mesma no plano de fuga em caso de vazamento da Usina Eletronuclear.

De acordo com a Prefeitura Municipal, o trecho de terra de 9 km da estrada Paraty-Cunha permanece interditado pelo DER para o tráfego e a obra de pavimentação está oficialmente interrompida pelo Governo Estadual. Depois que a via foi seriamente danificada por temporais, no início de 2009, a Prefeitura tomou a iniciativa de reconstruí-la e retomou o processo de pavimentá-la. Os recursos para a obra rodoviária, no montante de R$ 67,19 milhões, foram aportados em sua maioria pelo Governo do Estado e uma parte pela Eletronuclear.

A pavimentação deste trecho da estrada é um desejo antigo dos moradores, mas é dificultado pelo Ibama justificando possível impacto ambiental. São anos de polêmica. Uma das obras mais aguardadas na Costa Verde ainda não saiu do papel: o Ibama liberou a licença ambiental para a pavimentação da rodovia Paraty-Cunha, mas a Licença Prévia (LP) estava atrelada a diversos condicionantes que, depois de atendidos, o órgão ambiental pôde expedir a Licença de Instalação (LI), dando ao DER-RJ a autorização de iniciar o processo licitatório, a qual foi emitida no dia 10 de novembro. O processo licitatório foi concluído mas a obra ainda não começou.

Entre Paraty e Cunha existe uma distância de 48 km. De Cunha, até a divisa dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, no alto da serra, a SP 171, já está asfaltada desde 1986. Na divisa (RJ 165) começa o trecho de alçada do Governo do Estado e não da Prefeitura Municipal. Na descida da serra são 12 km de muitas curvas e bastante pedras, difícil acesso com qualquer tipo de carro. Não há sinal de telefonia celular nem há acostamentos. Há diversos atoleiros e precipícios.

O trajeto da atual estrada Paraty-Cunha é usado desde o século XVII. Na época da colonização, o trecho da Estrada Real conhecido como Caminho Velho era usado para levar escravos e trazer ouro de Ouro Preto (Vila Rica, na época), em Minas Gerais. Existe um embargo da Justiça impedindo qualquer trabalho de alargamento ou reparo no trecho da serra exatamente nos 12 km que estão dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Essa ação foi requerida pelos ambientalistas, via Ibama, sob a argumentação de que a estrada da serra asfaltada criaria desequilíbrios ecológicos e fortes impactos ambientais à flora e fauna. Hoje é certo que a Estrada Cunha-Paraty será restaurada para o tráfego, mas ainda não foi divulgada a data de início da obra.

Clique aqui para ler mais sobre o assunto e veja a linha do tempo da estrada Paraty Cunha.


14 Responses to Paraty Cunha sempre interditada.

  1. Salvo engano e se alguém puder confirmar a informação parece que existe uma autorização ambiental datada de 04OUT12 liberando para obras.

  2. SR PREFEITO DE PARATY: ASSIM COMO EU VARIOS TURISTAS NESTE MOMENTO ESTAO DESISTINDO DE VISITAR SUA CIDADE, POR CONTA DA ENORME VOLTA QUE TEREMOS QUE DAR PARA CHEGAR, VOCE NAO GOSTA DE TURISTAS NA SUA CIDADE?, SUA CIDADE NAO PRECISA DE DIVISAS?, SUA CIDADE NAO TEM CASCALHO, NAO TEM TRATOR? PELO AMOR DE DEUS CHEGA DE LENGA-LENGA.

  3. O radicalismo dos ambientalistas brasileiros não tem limites. Quem já viajou pelas estradas européias ou norte americanas sabe bem que é possivel sim, construir estradas asfaltadas varando os parques nacionais situados nas serras e cordilheiras, sem molestar a fauna e flora locais. O asfalto não agride a natureza. Falo, porque dirigi por vários parques ecológicos na Europa e Estados Unidos com magníficas estradas asfaltadas.

  4. Alexandre de Almeida

    Estão duplicando a Tamoios e não arrumaram Cunha/Paraty …..fala serioo né .

  5. Alexandre de Almeida

    Olha o absurdo a Tamoios esta sendo duplicada e Cunha Paraty parada o que sai mais caro ou mais viavel duplicar ou arrumar e se duplicar ter que mexer no meio ambiente tambem

  6. Luiz Sérgio Martins

    Estrada Cunha-Paraty: Parece que a população de Paraty acredita e papai noel,fada madrinha,duende,etc.Alguém escutou ou viu escrito o reinício das obras de recuperação desta estrada para 2012 ?
    Quando chegar próximo das eleições municipais começarão novamente as velhas promessas.

  7. Mais uma pergunta. Por que enquanto descutem a pavimentação ou não dos 9,5km não dão uma manutençãozinha na estrada, para ficar pelo menos igual a 30 anos atras. Melhor do que andar para traz não acham?

  8. Gostaria que alguem me explicasse só uma questãozinha…
    Angra-Barra Mansa, Ubatuba-Taubaté, São José dos Campos-Caraguatatuba, Mogi-Bertioga, Rio-Santos; Todas cortam a Mata Atlântica e são Pavimentadas. Paraty-Cunha NÃO PODE POR QUE?

  9. O Diretor do Parque Macional da Bocaina,deveria pegar um avião e visitar os principais Parques Nacionais nos EUA e aprender um pouco como administrar um Parque tão precioso como da Bocaina.

  10. Ecochatos!!!!Gostei
    Impacto ambiental?
    E a serra de Ubatuba,no meio do Parque da Serra do Mar?
    È tudo burocracia,enrolação,ou alguém não foi “satisfeito” o suficiente.
    Embargos,deve ter algo por traz dessa História…..
    10 km não podem ser tão nocivos…

  11. Ecochatos! Como pode existir gente tão de mal com a vida a ponto de barrar o desenvolvimento e a melhoria das condições humanas de milhares de pessoas, tudo em nome de meia-duzia de pererecas ou vagalumes que não podem perder seu ambiente de procriação? Quer dizer que o cidadão pode correr riscos de vida viajando por um atoleiro, podendo deslizar pela encosta da serra ou então ter que dar uma volta de mais de 150 km para chegar ao mesmo lugar, desde que a lagartixa da serra não tenha seu acasalamento interrompido? É assim na Cunha-Paraty, no Rodoanel Norte e será assim também na Tamoios e outras obras imprescindíveis ao progresso e melhoria da condição humana… Enquanto isso, a Amazônia é destruída, devassada, dilapidada (alguém se lembra da Reserva Raposa Serra do Sol? – Ah!, mas aí é em benefício dos interesses dos patrões estrangeiros que financiam esses ecochatos, sendo assim pode – e também não tem Ibope lá naquele fim de mundo…)…Por essas e por outras continuaremos sendo por muito tempo ainda uma republiqueta de bananas.

  12. eh de vital importancia e deve ser recuperada o mais rapido possivel,sendo mais uma opçao de fuga caso ocorram problemas com as usinas ou desastres hambientais.

  13. Marcos Marques da Silva

    Parece que dessa vez devemos ter esse precioso acesso funcionando, vamos ver quando realmente, pois já se têm as licenças e o projeto adequado e também recursos para a obra. Gostaria de confirmar se a maquete e os projetos estão mesmo disponíveis na Vila Residencial de Mambucaba pois haveria recursos da Eletronuclear para a construção. É isso mesmo?
    Marcos Marques da Silva.

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