Paraty e a Virada Digital

A programação do evento Virada Digital terá painéis, debates, conferências, oficinas e demonstrações científicas com os temas inovação, interatividade e sustentabilidade. A tentativa é de demonstrar sintonia com os projetos de sustentabilidade de Paraty.

Em uma conversa com o curador local do evento, Amaury Barbosa, que é Secretário de Cultura de Paraty, o diretor executivo da Virada Digital,  Roberto Andrade, informou que pretende integrar as ações do evento com o Programa do Carbono Compensado do LEPAC Paraty/Unicamp. Mas, em relação à Gastronomia Sustentável, um movimento que já é bastante desenvolvido na cidade, Roberto está trazendo um programa do SESI, o Cozinha Brasil –http://goo.gl/ZNRI . “Estamos ainda buscando a integração das atividades do festival como Plano de Desenvolvimento Sustentável do Município proposto pela Agenda 21 de Paraty”, justifica Roberto.

Para a Virada Digital estão programados shows com artistas locais, como Luiz Perequê e o Grupo Ciranda Elétrica, que irão se apresentar no palco Compacto Petrobras.  A  jornalista Cláudia Ferraz fará a integração entre os conteúdos do projeto e a comunidade.Uma das nossas maiores preocupações é o legado que o evento vai deixar para a cidade e seus moradores”, argumenta o diretor do evento. “Nossa primeira decisão foi realizar o evento de forma que os moradores pudessem de fato participar. Neste sentido fizemos o projeto totalmente gratuito e aberto ao público e levamos Hubs (Terminais Digitais Interativos) para os bairros da Mangueira, Ilha das Cobras e Praça do Chafariz, onde a população poderá assistir e participar de todas as atividades”, informa.

Segundo ele, em relação à inclusão digital, um dos conferencistas do evento é o Secretário Executivo do Ministério das Comunicações, Cézar Alvarez, responsável pelas políticas de inclusão digital do Governo Federal e pelo Plano Nacional de Banda Larga. Organiza também uma atividade com 300 crianças de 12 municípios do litoral sul do RJ que virão para Paraty nos dias do evento participar de um grande Mutirão Digital. Esta atividade é feita em parceria com a Secretaria Estadual de Educação do RJ, com a Secretaria de Educação de Paraty e com o ITAE.

Roberto comunica que uma outra empresa parceira, a Embratel, trouxe até Paraty uma conexão de fibra ótica para atender a necessidade tecnológica do evento. “Ela veio do mar através de Trindade e já se encontra na cidade. Esta fibra ótica ficará na cidade após o evento, é compromisso da Embratel, o que representará um salto de qualidade no serviço de internet em Paraty. Isto permite, ainda, que Paraty se inscreva no programa Cidades Digitais, do Ministério das Comunicações, patrocinador institucional do evento ao lado do Governo do Estado do RJ”, diz ele.

Perguntado sobre o que o evento trará de benefícios para a área da cultura, Roberto respondeu que a Virada Digital poderá contribuir tremendamente para Paraty conquistar uma nova perspectiva no campo da cultura digital, do conhecimento em rede e da inovação tecnológica. “O festival promove a criatividade, o empreendedorismo sustentável e o conhecimento, e visa fortalecer e disseminar novas tecnologias voltadas à produção de bens e serviços culturais. Vamos apresentar e compartilhar com a população de Paraty as mais relevantes tecnologias interativas e digitais desenvolvidas pelos setores público e privado nos campos da cultura, da comunicação, do conhecimento científico e do entretenimento”, diz.

Roberto informou ainda que Paraty foi escolhida para sediar o evento porque é o mais importante eixo de turismo histórico e cultural entre São Paulo e Rio de Janeiro. “A cidade transformou-se, nos últimos anos, em polo regional, nacional e internacional de grandes eventos. Queremos oferecer à cidade com o Virada Digital uma possibilidade de integração às novas tecnologias, aos novos recursos e conhecimentos que possam integrar os cidadãos de Paraty ao Brasil e ao mundo, permitindo que os jovens, principalmente, tenham maiores oportunidades de crescimento pessoal e profissional”.

O Fórum DLIS Agenda 21 de Paraty, com a chancela do Passaporte Verde, realiza os projetos Gastronomia Sustentável, Carbono Compensado, Agroecoturismo e a campanha – Não jogue seu óleo pelo ralo. Para mais informações acesse: www.folhadolitoralcostaverde.com 

Mais informações sobre a Virada Digital, acesse:  www.viradadigital.com .

One Response to Paraty e a Virada Digital

  1. Interatividade @ $ustentabilidade!?

    Pela destacada riqueza de seu patrimônio histórico, cultural e natural, expressos nos modos de vida da população local e sua vocação para o Agroecoturismo, Paraty foi escolhida pela Força Tarefa Internacional para o Turismo Sustentável (FTI-DTS) para ser o destino piloto da Campanha Global Passaporte Verde e este mesmo motivo tem influenciado a escolha de Paraty para sediar lançamentos de grandes eventos como este proposto pela Virada Digital.
    A abrangência pretendida pela “Virada Digital“ com a chamada: “Novidade, interatividade e sustentabilidade, venha discutir conosco” é, sem dúvidas, um marketing instigante, tentador e poderá ser o grande diferencial deste evento.
    Além das novidades dos Hubes, belos shoppings digitais, com as novas tecnologias e produtos de um “admirável mundo novo” virtual, a qualidade do evento está relacionada diretamente com o proposto em sua chamada e, consequentemente, será avaliado pelos resultados das discussões sobre os eixos temáticos e suas interrelações conceituais e
    práticas, com os temas raízes, interatividade e sustentabilidade.
    Em termos de interatividade, será um bom laboratório para analisarmos com o olhar da semiótica de Charles Sanders Peirce, se os símbolos, os índices, os ícones, os hardware e os software de Steve Jobs e Bill Gates nos permitirão, através da cibernética de segunda ordem, de Norbert Wiener, chegarmos à tão sonhada ‘interatividade interativa’ de Pierre Lévy ou se, mesmo com toda esta tecnologia, ainda estamos na era da realimentação negativa, da cibernética de primeira ordem em que a teoria da informação e controle nos remetem ao Big Brother do livro 1984, de George Orwell .
    Com relação à sustentabilidade, o próprio evento traz em si a oportunidade de uma avaliação dos indicadores e o que deverá ser compensado pelos seus impactos econômicos, sociais e ambientais, levando em conta a integração com os projetos locais.
    Véspera de uma Rio +20, na qual a cúpula do mundo reluta em diminuir a emissão de co2 e o direito e a forma de participação das comunidades é questionada, a proposta da programação do palco principal Brasil do Futuro, focada em desenvolvimento sustentável,
    promete ser o momento mais relevante desta Virada Digital, principalmente se esta interatividade interativa possibilitar uma reflexão sobre a ecopedagogia de Paulo Freire, os sete saberes necessários de Edgar Morin e a educação democrática e solidária de
    José Pacheco, aí estaremos a um passo de compartilhar da biologia do conhecimento de Humberto Maturana e compreendermos a revolução do local de Augusto de Franco.

    Domingos Oliveira

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